segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Baila.....baila comigo!

Gataiada do meu Brasil!

FI NAL MEN TE, apareceram algumas fotos pra eu postar!
Como prometido, com o final da Expoflora (amém, Jesus!) eu faria um post sobre a Dança Folclórica Holandesa.

Bom, até onde eu me lembro, inicia-se na Dança aos 11 anos e você pode dançar até morrer HAHAHAHAHAHA.
Cada grupo leva o nome de uma flor e esse nome não muda, até você ir pro Cactus.
O Cactus é a soma do resto de todos os grupos, essa é a dura realidade HAHAHAHAHAH. Chega uma hora na vida que os grupos vão diminuindo por diversas razões (falta de vontade, adolescência rebelde, vestibular, faculdade longe), alguns deles até morrem (como as flores, poético, né?) e fica inviável mantê-los. Ai os integrantes desses grupos que querem continuar dançando passam a integrar o Cactus (o Cacto é uma flor que não morre e essa é a ideia do grupo, sacou a metáfora?).

A nível de curiosidade, meu grupo era o Strelitzias (e eu jamais saberei como se escreve corretamente), que é essa florzinha aqui:
bonitinha, não?

Hoje, os ex-integrantes do Strelitzias representam uma parcela da atual formação do Cactus, que a propósito, é essa:
Da esquerda pra direita em pé: Piet, Daiane, Nathalie, Leon, Felipe, Rafael, Derick, Marco Aurélio, Lineu, Joey e Walter. Na segunda fileira: Bruna, Cecília, Marine, Mônica, Mariana Leme e Simone. Terceira fileira, sentadinhas no palco: Amana, Rafaela, Giorgia, Larissa, Aline, Caroline, Júlia e Mariana Macedo. Embaixo: Yuri, Wendel, Alex, Eddie, Thomas Kors e Thomas Lopes.

Esse grupo é repleto de pessoas muito queridas e que se gostam, mas há uma pessoinha muito especial entre nós: a Nathalie, ou Nati como é chamada por todos. A Nati tem Síndrome de Down, o que faz com que alguns movimentos (mais bruscos, muito rápidos) sejam difíceis ou mesmo cansativos pra ela. E você acha que isso é um problema?? JAMAIS. A nossa seleção de danças se adapta à Nati. Algumas danças muito rápidas são realmente inviáveis que ela dance, mas nem só de danças loucas é feita uma seleção. Todos precisamos de danças mais lentas, ou num ritmo não tão acelerado pra não termos um ataque cardíaco no palco. E todas essas ela dança. E dança com maestria. Ela distribui amor e carinho em cada gesto. Cada abraço que ela te dá é sincero. Cada coisa que ela te fala é sincera. A Nati nos ensina muito a cada ensaio, nos ensina que somos nós que impomos nossas próprias limitações, que nós devemos estabelecê-las e não os outros. Sempre que montamos uma seleção de dança, pensamos nela. Se queremos uma dança nova, pensamos nela. Ela é uma parte essencial desse grupo. Sem ela, certamente não seríamos os mesmos.

Ser um grupo tão heterogêneo e que admite novos integrantes todos os anos é um desafio imenso pra um grupo que ensaia apenas dois meses semanalmente pra Expoflora. Integrar os novos alunos com os antigos, retomar danças antigas e mesmo aprender danças novas é uma corrida contra o relógio. Reuniãozinha 5 minutos antes da apresentação pra ter certeza se é pra esquerda ou pra direita: #QuemNunca.

Eu danço desde os 11 anos, o que significa que mais da metade da minha vida eu passei dançando. Agora com o final da graduação, dependendo de onde e como eu for trabalhar, pode ser que dançar seja inviável e que eu tenha que deixar o grupo. Mesmo consciente eu jamais estarei preparada pra esse momento, mas tenho fé que Papai do Céu vai me dar uma mãozinha :P

O Cactus é um grupo especial, é análogo ao irmão mais velho: tem que ser exemplo, não pode errar, deve ter um comportamento exemplar e sempre, sempre buscar a perfeição no que faz. Só quem está lá no palco e vê os dançarinos mais novos nos assistindo com os olhos maravilhados e é aplaudido pelo público sabe do que eu estou falando. E quando estamos no palco somos todos iguais e isso é o mais importante. Na dança não existem pobres nem ricos, nem engenheiros, nem advogados, biólogos, agrônomos, pré-vestibulandos, somos todos iguais e parte de uma coisa maior que nós.

Algumas fotinhos da Expoflora 2013:

Esse é um momento legal no último dia da Expoflora, no qual TODOS os grupos dançam juntos. Essa dança em especial se chama "a dança da família", apropriado, não?



ACHO que nessa foto tá todo mundo.


Uns videozinhos, gravados pelo público, por isso a imagem tá ruim, mas o pessoal não me mandou né, fazer o que...



E eu não podia terminar esse post com uma frase melhor: "Vai ter uma festa que eu vou dançar até o sapato pedir pra parar. Ai eu paro, tiro o sapato e danço o resto da vida." [Chacal - Rápido e Rasteiro]

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Crianças, mesada e a educação moral dessa cambada.

Gataiada do meu Brasil!

Enquanto o Cactus tá de bunda molisse em me mandar fotos e vídeos, aqui vai um post pra vocês são se esquecerem que o BTB existe.

Tava rolando por esses dias a imagem de uma planilha criada por um pai de Rondônia para calcular a mesada dos filhos. Se você não viu, clique aqui.
Primeira observação, o cara é japonês, isso só comprova a minha teoria de que asiáticos tem poderes especiais.
Pra vocês terem uma ideia do tamanho da repercussão, além de um monte de compartilhamentos no facebook ainda saiu uma matéria numa revista de Educação sobre isso.

E ai é claro que deu babado, né?

Um monte de gente elogiando o cara, mas muita gente criticando, achando que ele tava "comprando a obediência dos filhos", usando como moeda de troca e bla bla bla. Mas o que eu, que não sou mãe nem educadora tenho a ver com isso? Nada, mas isso não me impede de falar o que eu acho sobre isso.

Mais do que pagar os filhos pra que eles aprendam desde cedo a lidar com dinheiro (o que eu acho bem legal), ele ensinou uma coisa que muito marmanjo barbado deveria saber: nossas más atitudes tem consequências. E eu não o reprimo, afinal, no mundo dos adultos, as pessoas são recompensadas em dinheiro por bons trabalhos e todo mundo concorda que muita gente só começa a mexer a bunda pra promover mudanças quando se sente lesada financeiramente.

Vou dar o exemplo que dei pra minha amiga Helô (que teve seu facebook como inspiração pra esse post): Pense comigo. Seu pai dá mesada pra vocês dois. Você é uma menina fofa e educada e seu irmão é um demônio em forma de criança. Bate na professora e tudo. Você acha certo vocês dois ganharem a mesma mesada? O que vai estimular você a continuar se comportando bem se o seu irmão não for punido? O que vai estimular ele a se comportar melhor se ele não ver que você é recompensada por se comportar bem? Claro, que algumas coisas não são mais que a nossa obrigação (tipo passar de ano, ser educado), mas coisas do caráter, que vai separar os adolescentes insuportáveis dos seres humanos de verdade, tem que ser julgado sim!

Como a própria reportagem diz, os pais tem que observar como a criança recebe esse tipo de aprendizado, pra que ela não ache que as suas ações tem que ter recompensa sempre. O nome disso é cachorro, gente, filho é outra coisa.

E a Helô fez um comentário que resume mais ou menos o que eu queria dizer:
"E é uma punição não física. Se o pai não enche a criança de joguinho pro PS3 e fala 'ok, vc vai comprar com sua mesada', o pirralho vai começar a ver que em vez de esperar 3 meses pra comprar GTA, ele vai ter que esperar 4, porque perdeu dinheiro sendo mal educado.
Eu não acho nada demais, afinal, o mundo é assim, não é?
Eu vejo, além de educação pessoal, como uma educação financeira o que esse pai fez. Achei bem legal."

Eu não achei uma criança com milhares de joguinhos de PS3, mas achei essa, que também é legal.

E a ideia é essa mesmo. O pai mesmo diz que eles "relevam" algumas coisas pra não acabarem o mês devendo, afinal, não é essa ideia.

Na minha humilde opinião (não sou mãe e muito menos educadora, é bom reforçar essa parte), não há um jeito certo de educar os filhos. Uma mãe não consegue nem educar dois filhos do mesmo jeito (se você tem irmãos, sabe do que eu tô falando), criando-os juntos, imagine um consenso geral. A educação de uma criança depende dela também. Tem criança que desafia os pais até o limite, ai leva umas palmadas e o Conselho Tutelar cai matando. Tem criança que num olhar entende que aquilo é errado. Talvez ela jamais precise de um tom de voz mais alto e muito menos de umas palmadas. E desde cedo nós devemos aprender que tudo o que fazemos gera consequências. Uma punição não-física? SEN SA CI O NAL!

Ao invés de olhar o desconto na mesada como moeda de troca e bla bla bla, que tal olhar do ponto de vista que você está ensinando seu filho que você está dando um voto de confiança pra ele (mesada) e que as más ações dele são punidas com desconto e as boas favorecem o "não desconto". Acrescento à comparação com o "mundo dos adultos" que se não fosse o dinheiro ninguém se esforçaria a estudar, ninguém investiria em especializações, ninguém daria o melhor de si e ia querer ser promovido, ninguém faz essas coisas só pelo bem estar pessoal, é porque ganha mais. E isso não é errado. Obviamente não precisamos ser porcos capitalistas, mas os acomodados tendem a cair na mediocridade.

Tudo bem, eu sei que tem criança que nasce possuída, mas criança mal educada é responsabilidade dos pais! Se ele quer ganhar tudo no grito, se bate nos colegas na escola, na professora, se não te respeita, se vai crescer e achar que seu papel no mundo é só satisfazer as vontades dele, meus caros, isso vai doer, mas a culpa é sua! Ninguém nasce com limites, você tem que mostrar pro seu filho que o mundo é maior que o umbigo dele.

Posso ouvir ela berrando, credo.

Helô fez outro comentário sensacional:
"E boa parte disso se deve aos pais, que terceirizaram a educação dos filhos, e eu diria que até a esse bla bla bla de não pode bater em criança. Ok, não espanque uma criança porque você pode matá-la, mas um puxão de orelha e um tapa na hora certa não mata ninguém.
Eu apanhei muito pouco. Da pra contar em uma mão quantas vezes meus pais me deram uma palmada. Eu lembro de todas e lembro o motivo. E nunca mais repeti.
Pode ter sido por medo na época. Mas querer que uma criança filosofe sobre o que é certo e errado no mundo, com 6 anos de idade, é exigir demais das capacidades cognitivas do pirralho. Com o tempo, você descobre o porquê apanhou, e sabe que foi certo."

A cara dele de que não mereceu, coitado. Só que não, né.

Não tô fazendo nenhuma campanha pra baterem nos seus filhos, pelo amor de Deus! Só tô reforçando que não tem como arrumarem um consenso pra educação certa e errada. Cada caso é um caso e ninguém é ninguém pra julgar o outro pela educação dos filhos. O que importa é se seu filho vai ter bom caráter, respeito ao próximo, honestidade, responsabilidade e a certeza de que a órbita universal não tem centro no imbigo dele, porque é disso que esse mundo precisa.

Então minha gente bonita, era isso que eu tinha pra falar. Segurem a emoção ai que o post sobre a Dança vai sair, faltam só as fotos! Do mais, quero saber o que vocês acham e pensam sobre a educação dos pirralhinhos, afinal, eles são o futuro dessa sociedade perdida que é a nossa! HAHAHAHAHAHAH

Por favor, peço aos meus amigos comentaristas assíduos que comentem no blog e não no facebook, porque a ideia é abrir uma discussão aqui e não lá.

Espero que tenham gostado. Au revoir. Besos.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Morte do Champignon: reflexão sobre suicídio e rock'n roll

Hoje o post não começa animado porque a notícia é triste.

Antes de mais nada, quero esclarecer algumas coisas:

1) Eu não sou fã do Charlie Brown e isso não quer dizer que eu não goste da banda. E nem que eu goste. Sei lá. É uma banda que nunca fez parte da minha playlist, mas também não estava na lista daquelas que eu faço piada no facebook, entende? Não é o que interessa. O que interessa é a reflexão sobre o que aconteceu.
2) Esse não será um post criticando o Chorão porque ele usava drogas e nem Champignon por ter cometido suicídio. Será uma reflexão sobre o que aconteceu.
3) Esse também não será um post de homenagens póstumas, dizendo que os caras eram herois, cheios de hashtags 'luto eterno' ou 'família CBJr'. Será uma reflexão sobre o que aconteceu.

Ficou claro? Ótimo. Não quero ser apedrejada pelos fãs em luto sincero.

Bom, mas se eu não sou fã da Banda porque raios eu estou escrevendo esse post? Porque a morte dele (independente de quem ele era) e a maneira como as coisas aconteceram me trouxeram muitas coisas à cabeça. Obviamente, pude trocar algumas ideias com algumas pessoas que realmente curtiam a Banda, outras que não curtiam, antes de escrever, pra estimular minha mente a refletir mais um pouco.

Pra mim, o suicídio é um grande ato de desespero, é o resultado de toda sua frustração com o que está acontecendo, num ponto que você passa a acreditar que o problema está em você e se você é o problema, então deve ser eliminado. Mas também é um ato de egoísmo. Você simplesmente resolve se matar, seja pelo motivo que for, e não pensa em ninguém. Não pensou na filha pequena, nem no que está pra nascer e nem na esposa grávida. Nem nos seus pais, amigos, só em você mesmo. Só pensou em como o seu problema/frustração/angústia te faz mal e resolveu se eliminar por isso.

Quando o Chorão morreu, Champignon disse "Ele perdeu a fé. Em algum momento perdeu a fé." Aconteceu o mesmo com ele. Ele perdeu a fé. Talvez não tenha superado a morte do amigo, talvez estivesse em depressão por conta disso. Pode ter sido qualquer motivo que só ele sabe. Mas o que me fez pensar é que essa tal de felicidade parece não tão fácil de alcançar ou então que as pessoas querem uma felicidade inalcançável. E isso gera uma frustração atrás da outra até que você não aguenta mais se frustrar e perde a fé. A fé em você mesmo, nas suas qualidades, nas pessoas, no futuro. Simplesmente perde. E junto com a fé perde a vontade de viver. E mais do que nunca, procurar felicidade nas pequenas coisas da vida torna-se fundamental para que mantenhamos a fé.

Eu sei que podem julgar os suicidas como covardes que não tiveram peito de encarar os seus problemas. É muito fácil falar. Talvez você nunca tenha tido uma frustração de verdade na vida. Talvez sua maior tristeza tenha sido uma nota baixa. Sorte a sua. Mas não use a sua sorte para tomar os outros como covardes. Todo mundo se cansa um dia. Em algum momento você é vencido pela exaustão. Você cai e se levanta tantas vezes que uma hora você cai e fica lá, jogado no chão da vida, sem saber o que fazer com ela. Sem saber o que fazer de si mesmo. E nessas horas as pequenas felicidades da vida entram em cena pra te fazer ver que a vida vale a pena, pra restaurar a sua fé. Mas nem sempre essas pequenas felicidades são suficientes, às vezes elas são tão pequenas porque o seu ideal de felicidade é tão utópico que a disputa torna-se desleal.

Nesse caso específico do Champignon, há um agravante: o cara era de uma banda de rock. É pessoal, só quem gosta do estilo (como eu) e não usa drogas (como eu também, sem moralismo babaca, é só um fato) sabe do que eu estou falando. Sim, ser tachada de drogado e satanista só por gostar de rock foi algo comum na minha adolescência até eu descobrir o poder de um 'vai tomar no c*'. E o mundo não mudou por isso. O Chorão morreu de overdose e sempre tem um safado que solta que isso é comum "pra quem gosta desse tipo de coisa (coisa=rock)". Porque gente ignorante pensa assim "se é rockeiro é drogado". Véi, tem muita gente que canta sertanejo, pagode, axé (ou você acredita que o cara ficar 4h pulando no trio elétrico é 'muita academia e água durante o ano todo'?), arroxa e também usa droga. Em qualquer meio social tem gente que usa droga, sejam ele de artistas ou não. Mas também tem muita gente que não usa, então não dá pra generalizar. E eu não tô 'defendendo a classe' só porque é eu gosto de rock. É que eu não gosto de preconceito mesmo.


E o que mais me irrita é o forfé que a mídia sensacionalista de m*r*a faz ao redor disso. A Nina Lemos (do Yahoo) escreveu um pequeno texto bem bacana sobre isso e eu resolvi finalizar meu post com o último parágrafo do texto dela:

"Desde que o rock é rock o mundo adora esse tipo de história. A indústria de celebridades e fofocas só piorou (e muito) tudo isso. O corpo dos heróis que morreram de overdose, ou suicídio, não importa, não são poupados. Assim como todos os detalhes horríveis. A dor da família. A esposa grávida. A irmã indo reconhecer o corpo no IML. Para quem gosta de terror, é só acompanhar o noticiário. Julgar o rapaz. E dormir em paz no fim do dia pensando: ainda bem que não foi comigo."

É isso ai, pessoal. Espero que tenham gostado da reflexão e entendido a minha intenção ao usar o Champignon para impulsionar minha mente. Até o próximo post.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Experiência de Estágio

Gataiada do meu Brasil!


Atendendo a mais pedidos (dessa vez é verdade! HAHAHAHA), farei um post com as ideias que o pessoal me mandou via Facebook. O escolhido da vez foi meu estágio curricular, que despertou a curiosidade não só dos ‘meus’ bixos, como também de muitos amigos de fora da UFSCar.

Well, pra quem ainda não sabe, meu curso é estruturado da seguinte forma: você tem 6 meses destinados ao estágio, no qual você não cursa nenhuma disciplina e pode trabalhar em tempo integral (8 horas diárias). Essa é a ÚNICA condição que uma empresa de aceita trabalhando 8 horas, pela Lei do Estágio vigente você só pode fazer 6 horas caso esteja cursando alguma disciplina. Bom, na Engenharia de Materiais, as opções são: ou você sai no 8º ou no 9º semestre pra estágio.

Na minha opinião, é muito inteligente da sua parte se fizer estágio no seu 8º ou 9º semestre DE VERDADE, isto é, faltando 1,5 ou 1 ano pra se formar e não no 8º e 9º semestre a partir do ingresso na Universidade (deu pra entender o que eu quero dizer?), por duas razões: primeira, depois que você sai pra estagiar e tem que voltar pra Universidade (esse nosso sistema nos obriga a isso) você não tem o MENOR SACO pra ficar tendo aulas. Eu sei do que eu tô falando. Você já viu os parangolê na prática, viu que ainda existe um gap entre algumas coisas ensinadas na Universidade e a vida real; sem falar que o ritmo de empresa é outro e você ‘desacostumou’ com o ritmo de estudar e tal. Paciência, adapte-se de volta. A segunda razão é que quanto mais perto de se formar você estiver quando for fazer estágio melhor será pra você! Porque você pode emendar mais 6 meses ou mesmo 1 ano de estágio parcial (pra terminar de cursar as disciplinas, que serão poucas ao final real do seu curso) e quem sabe partir pra uma efetivação! E mesmo que não role de ser contratado, tem 1 ano ou 1,5 anos de estágio em uma empresa é bem legal pro seu currículo. Esse tipo de coisa te diferencia das outras pessoas com a mesma formação. É, meus amados nerds neuróticos por notas, sinto lhes dar essa notícia. Claro que ser bom aluno é FUN DA MEN TAL, o que eu quero dizer é que não é só isso que vai te garantir uma colocação legal no mercado de trabalho, é o que você fez além da Graduação que faz a diferença.

Mas isso são devaneios. Vâmo pro que interessa. Eu fiz estágio numa multinacional, a 3M do Brasil (se você não faz idéia do que é a 3M, clique aqui), no site de Itapetininga (se você não faz idéia de onde fica, procura no Google Maps que você vai descobrir que é longe pra dedéu de San Charles.). Pra um engenheirando é bem legal fazer estágio numa multinacional, mais ainda numa como a 3M, eleita uma das empresas mais inovadoras do país e famosa por seus produtos de qualidade.

Lá em Itapê (como é carinhosamente chamada) funcionam duas Divisões da 3M: a de Fitas (que eu não sei como é chamada ‘oficialmente’) e a PSD (Personal Safety Division), que é onde eu trabalhava. PSD basicamente faz produtos destinados à proteção individual, ou seja, protetores auriculares, capacetes e óculos de segurança. Isso é o que se chama de Head&Face Protection. A outra ‘metade’, Body Protection, que comporta a linha de vestimentas não é feita lá e não me pergunte onde é.

Além disso, eram produzidos lá produtos para a própria 3M, que iriam para outras fábricas, como as embalagens da linha de curativos Nexcare®, por exemplo. Ao todo são 13 injetoras trabalhando em 3 turnos de 8 horas.
Os principais polímeros utilizados são: policarbonato, polietileno, polipropileno e poliestireno.  As principais coisas que eu fazia envolviam reutilização e/ou reciclagem de matérias-primas e melhorias de processos. Havia dois engenheiros comigo, o André e o Rodrigo e eram eles que me ‘orientavam’ no estágio diretamente.

Eu fiquei lá durante um ano, sendo os últimos 6 meses de estágio parcial. Apesar de ser um ‘lugar que injetava coisas’ eu era a única com formação em Engenharia de Materiais, então eu sentia que eu tinha muita coisa pra contribuir lá. Aprendi muita coisa de processos e de comportamento coorporativo, além de conhecer pessoas incríveis. Consegui identificar pontos que hoje eu considero falhos na minha formação, como por exemplo, um ‘intensivão’ de ferramentas de qualidade, coisas que os Engenheiros de Produção manjam de cor e salteado e eu nem sabia do que se tratava antes de entrar na 3M. Provavelmente eu faça cursos por conta nessa parte da Engenharia. Apliquei muita coisa que eu aprendi! Siiiim, se você ainda acha que a teoria é inútil, vai fazer outra coisa da vida.

Mas, nem tudo são flores. Tinha coisa que eu não gostava. Burocracia era uma delas. Empresa adora papel, é uma coisa impressionante. Sou uma pessoa prática, papel não é pra mim. Tudo tinha que ter autorização do Papa, com 3 vias assinadas e firma reconhecida (rsrsrs). E por isso algumas coisas demooooooooooooooooooooooram. Eu não sou a definição de paciência, né?

Mas ai você me pergunta: Bruuuuuna, se era tão legal, por que você saiu? Se você está perguntando isso é porque não acessou o Google Maps. O que me fez ‘bater o martelo’ foi a distância e o número de créditos que eu ainda precisava fazer pra formar, já que abri mão de alguns deles pra fazer estágio parcial. Só eu sei o quão doído foi me despedir de todos no último dia. Não chorei, tinha uma reputação a zelar! HAHAHAHA

No meu estágio, além das coisas que eu já falei que descobri profissionalmente, ainda tiveram os aspectos pessoais. Conheci pessoas que eu passei a admirar, que ‘adotaram a estagiária fedelha’ e me davam muitos conselhos, tanto profissionais, quanto pessoais. É difícil estar tão longe de casa, mesmo pra mim que já abandonou papai e mamãe pra fazer faculdade e é muito bom sentir sinceridade na palavra das pessoas. Sentir que elas estão falando tudo aquilo porque querem o seu bem, querem te ver crescer e melhorar. Isso desde os Engenheiros, aos Patrulheiros (Guardas-Mirins, Menores-Aprendizes ou qualquer outro nome que se dê por ai). Esses são um parágrafo a parte.

Descobri que tenho uma vocação forte pra trabalhar em chão de fábrica! Já sabia que meu lado industrial é mais forte que o acadêmico, mas ter certeza sobre si mesmo é muito bom! Sem falar na experiência incrível. Lembro que quando eu cheguei, os operadores (das máquinas) me olhavam meio de rabo de olho, tipo ‘quem é essa fedelha?’ (era esse o termo, sem zueira), ‘o que ela tá fazendo aqui?’. Ganhar a simpatia deles foi fundamental pra que eu tivesse sucesso. Tive que mostrá-los que eu não estava lá pra brincadeira e que eu era capaz (apesar da idade) de promover mudanças. Chamo-os de operadores, mas eles eram em sua maioria mulheres e definitivamente elas foram mais difíceis de conquistar. Elas não ‘me deram mole’ no primeiro sorriso, nem no primeiro ‘bom dia’, mas choraram no último dia. Vai entender. Dividiram suas vidas comigo, me falavam dos filhos, dos maridos, dos planos pro futuro, do que esperavam. Os rapazes também eram ótimos! Tive aulas infinitas de manutenção de moldes com o Renê e o Julio! HAHAHAHAHAH Aprendi tudo o que deu sobre set-up e era através deles que eu conseguia identificar a maioria dos pontos de melhoria da fábrica, afinal, eram eles que viviam aquilo todo dia!


Eu não podia escrever sobre meu estágio sem mencionar os Patrulheiros, William e Darly. Bom, se eu fui ‘adotada’, também ‘adotei’, porque eu não sei o que seria da vida desses dois sem mim! Quando chegavam com "Bruniiinha do meu coraçããããão!" eu já sabia: tinha feito merda e tava arrependido. Às vezes eles queriam conselhos de 'irmã mais velha' e às vezes só um ombro amigo pra chorar as pitangas. Até conselhos profissionais eu dei! HAHAHAHAHAHAH Alguém tinha que dar um rumo à vida desses meninos, né? Morro de saudades de vocês e espero que estejam lendo esse post.

Gostei muito de estagiar lá e quem sabe um dia eu não volte, né? A gente nunca sabe do dia de amanhã. Meu estágio promoveu mudanças em mim que são nítidas a qualquer um que me conhece. E é isso que importa, a troca entre você e seu estágio. Dê tudo de si e arranque as melhores coisas que você conseguir. Porque é isso que fica. 

Pra quem ainda não sabe, estou estagiando agora no Centro de Caracterização e Desenvolvimento de Materiais - CCDM e é um universo bem diferente e isso é maravilhoso. Agregar experiências diferentes é bom. Certamente, ao final desse estágio eu também estarei diferente e é isso que fará de mim uma profissional melhor.

Espero que tenham gostado! Aguardo os comentários sobre as experiências de vocês com seus respectivos estágios! Se quiserem saber mais 'tecnicamente' sobre meu estágio, não hesite em perguntar! Besos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Eu vi e recomendo: Truque de Mestre

Gataiada! 

Como prometido, segue a resenha do filme 'Truque de Mestre' (original em inglês: Now You See Me).

O filme, dirigido por Louis Leterrier, conta a história de quatro ilusionistas, Daniel Atlas (Jesse Eisenberg), Merrit McKinney (Woddy Harrelson), Jack (Dave Franco) e Henley Reeves (Isla Fisher) que usam sua arte para ganhar dinheiro nas ruas. 
Então, eles são convocados por algo desconhecido a executar um projeto e apadrinhados pelo milionário Arthur Tressler (Michael Caine) tornam-se famosos ilusionistas conhecidos como Os Quatro Cavaleiros (The Four Horsemen). 
Enquanto encanta o público com suas mágicas sob o palco, o grupo também rouba bancos em outro continente e ainda por cima distribui a quantia roubada nas contas dos próprios espectadores. 
Estes crimes fazem com que o agente do FBI Dylan Hobbs (Mark Ruffalo) assuma uma investigação acerca do grupo, juntamente com Alma Vargas (Melanie Laurent), uma detetive da Interpol e Thaddeus Bradley (Morgan Freeman), um veterano desmistificador de mágicos que alega que os assaltos são realizados a partir de disfarces e jogos envolvendo vídeos.

Bom, eu gostei do filme. Gostei MUITO, é um estilo que me atrai. Você fica naquela expectativa sem saber o que vai acontecer na próxima cena. O que eu achei ruim é que pra explorar esse universo do ilusionismo, alguns efeitos especiais ficaram meio "forçados", o lado "pessoal" de cada um dos personagens também não é muito explorado, eles são "jogados" no tal grande projeto e parecem que são feitos só daquilo, sem suas histórias antes da convocação. Mas ainda assim adorei o filme e recomendo. O final é SUR PRE EN DEN TE! Sério, você sai do cinema de queixo caído. 

Segue abaixo o trailler e algumas imagens que eu achei legais =)








Bom, espero que tenham gostado. Eu não escrevi uma resenha muito técnica, afinal, além de não entender nada de cinema, existem infinitas resenhas técnicas por ai sem vocês precisarem do meu brógui. É mais uma opinião de expectadora mesmo =)

Assistam e se gostarem comentem e se não gostarem comentem também!!!! Besos.

Juninho, um machista no capricho...

Gataiaaaada do meu Brasil varonil!

Eu sei que eu prometi soltar ontem uma resenha do Truque de Mestre, maaaas tava meio que passando mal (sabe quando seu fígado encrenca com seu estômago, dai o pâncreas entra na briga? Tipo isso.) e fazer uma resenha demora mais do que eu pensei.

Por ora, achei esse texto aqui do Miguel Rios falando de um assunto que eu ainda quero tratar no blog: o machismo.
Ele fala basicamente de como o machismo é moldado na cabeça (dos meninos em especial neste texto) desde cedo nas pequenas atitudes comuns que vemos por ai. E mostra como pais (e incluo aqui as mães) machistas criam crianças machistas e elas por sua vez perpetuarão a criação.

Reflitam recém papais ou não! HAHAHAHAH

Divirtam-se que o Truque de Mestre sai ainda hoje! Besos!

sábado, 24 de agosto de 2013

DESCULPAS...

GATAIADA MAI LYNDA!

Gostaria de pedir imensas desculpas pelo abandono temporário do blog. Não, eu não desisti! O que aconteceu foi que juntou final do semestre + final do estágio + mudança de volta + mudança de (volta) pra república + começo do novo estágio + começo do novo semestre e meio que ficou tudo uma zona e só agora eu consegui sentar e me organizar.

No meio de tudo isso meu cérebro não pensou em nada realmente legal pra escrever e muita gente me questionou por eu não estar escrevendo sobre alguns baphões que estavam acontecendo ultimamente. Pensei em muita coisa. Sério mesmo. Mas vou escrever esse post pra justificar o porquê não escrevi sobre eles além das justificativas supracitadas.

Sobre o menino MOLEQUE da Capricho que me fez o imenso favor de escrever -  numa revista que um monte de adolescente com personalidades em construção lê - um post com o título "MENINA PRA FICAR E MENINA PRA NAMORAR" ou algo do gênero. Não escrevi sobre esse corno manso do pinto pequeno ele por duas razões: a primeira, porque a Capricho viu o tamanho da merda repercussão que deu em um monte de blog tipo esse da Nina Lemos e resolveu tirar aquela babaquice do ar. Entãããão, sem o post do moleque ficava f*d* a tia botar aqui porque nem todo mundo ia ter visto e etc. A segunda: eu já fiz um post parecido (esse aqui, bem contido inclusive) falando sobre a liberdade genital das meninas e meninos e que não tem essa de "essa é pra casar ou essa é pra namorar".

Sobre a visita do Papa. Que graça ia ter meu blog falando de uma coisa que a Globo fala? E fala o dia inteiro ainda por cima! Nada contra a Vossa Santidade, que aliás, está de parabéns por ter sambado na cara das beatas-que-ficam-na-janela-cuidando-da-vida-alheia falando sobre muitas coisas polêmicas, maaaaaas se alguém quisesse saber dele era só assistir à Globo, não precisava do meu humilde blog.

Sobre as crônicas que eu escrevi no colegial (ideia do meu best friend, Gu). Seria beeeeem legal publicar meus textos antigos. Se eu tivesse algum =)

Sobre os livros que eu li e gostei. Bom, essa é sensacional, buuuuut, no último ano eu não tive muito tempo pra ler e quando o fiz, li TODA a Saga Percy Jackson (tanto Os Olimpianos quanto Os Heróis do Olimpo). Assim como Harry Potter, é uma Saga com muitos livros e pra escrever sobre ela vai despender muito da dedicação do meu tempo. Queria algo mais rápido, pra desencalhar o blog. Mas quem sabe haverá um post sobre ela? Hashtag Caroline pira!

Sobre os rolê da Rússia de não permitir publicidade que fizessem apologia ao homossexualismo ou algo do gênero. Bom, já fiz um post sobre homofobia (se você ainda não leu, leia aqui) e além disso preciso ler mais sobre o assunto pra poder escrever alguma coisa. Como quero desencalhar, esse entra na lista do "coisas que eu tenho que escrever sobre".

Sobre bacon. Essa ideia foi do Capixaba (ah, vá!). Bom, prefiro não comentar. Mas foi melhor do que não ter dado ideia nenhuma.

Sobre meu estágio. Well, essa está na lista de boas ideias. Haverá um post sobre ele (principalmente agora que ele acabou! HEHEHEHE) falando sobre a minha experiência, mas também precisarei de tempo.

Por fim, PRO ME TO que AMANHÃ haverá um post sobre o último filme que vi, Truque de Mestre (original em Inglês: Now you see me). Quem sabe não animo (ou desanimo) alguém de ver? Aguardem.


Espero que aceitem as desculpas dessa engenheira que acha que consegue ser blogueira. Besos.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Momento Palmirinha!

Gataiada!

Atendendo aos clamores mais enérgicos, segue a receita de torta de limão da Kaori!
A Japonesa mais sensual da Materiais 09 brilha muito!

Vamos ao que interessa!
Massa
- 1 pacote de bolacha de maisena
- 3/4 de barra de manteiga sem sal

Triture todas as bolachas no liquidificador até virar farelo e amasse misturando junto com a manteiga (é bom ela estar fora da geladeira) até virar uma farofa. Em seguida forre o fundo do refratário (ou forma de fundo solto), apertando bem com os dedos a farofa contra a parede da forma.
Coloque no forno em fogo baixo e deixe durante 10-15 minutos e deixe esfriar.

Ganache Branco
De acordo com a Kao, se você quiser ser menos gorda pode pular essa parte, maaaaaaaaaaaaaaas já tâmo aqui, né?
-1 barra de chocolate branco (tipo Galak) de 170g
- 1/2 caixa (200 mL) de creme de leite

Derreta o chocolate no micro-ondas e coloque numa panela em fogo baixo, quando a calda de chocolate esquentar, coloque o creme de leite misture e logo depois desligue o fogo (senão a calda fica dura antes). Despeje na massa já fria e coloque na geladeira para esfriar o ganache também.

Recheio
- 4 limões
- 2 caixas de creme de leite (200 mL cada uma)
- 1 lata de leite condensado (395 g)
- 1 pacote de gelatina incolor

Bata tudo no liquidificador e despeje sobre o ganache já frio.

Ai é só colocar na geladeira, esperar ficar firme e pronto!

A Kao fez essa receita e em 5 a gente se EMPANTURROU de comer!

Segue as fotinhas da diliça!

Kao caprichosa!






segunda-feira, 8 de julho de 2013

Abra suas asas, solte suas feras!

Hey, Gataiada!

Depois de quase um século mês sem postar, aqui estou eu novamente.
E as moças que fingem que são recatadas é melhor desistirem de ler esse post, porque eu vou falar de um assunto que vocês tem que fingir que não gostam: sexo.
Não, não vou falar pra sair transando com o primeiro bofe que aparecer na rua, a menos que você queira.


A ideia de postar algo sobre esse assunto que nem era pra ser polêmico, mas é, veio de uma postagem de uma conhecido meu no meu facebook. Ela dizia o seguinte: "Uma menina pergunta pro pai 'pai, por que um menino que pega várias garotas é garanhão, enquanto uma menina que faz a mesma coisa é chamada de vagabunda?' E o pai responde 'filha, uma chave que abre várias portas é chamada de chave-mestra, enquanto que uma fechadura que se abre pra qualquer chave não serve pra nada.'"

Quem me conhece sabe o que eu responderia pro meu pai se ele me dissesse uma barbaridade dessas. Essa metáfora da chave e da fechadura é o cúmulo do machismo escrachado dessa sociedade. É por conta dessas coisas que as pessoas são reprimidas sexualmente. E não falo só das mulheres. Delas principalmente, mas não só delas. As pessoas se reprimem, deixam de fazer aquilo que tem vontade por causa do que o Fulano e a Fulana vão falar.

As pessoas estão muito preocupadas em fiscalizar a genitália alheia e se esquecem de aproveitar as próprias pro que interessa. Se você ficou chocado com essa afirmação, corre, porque vai que piora.

Não ri não, tô falando sério. Já inventaram camisinha e anticoncepcional, então porque essa repressão de quem faz sexo por vontade? Aliás, certamente você também faz e fica falando daquela que sai com todo mundo. Minha irmã diria "isso é recalque". É benhê, você, homem ou mulher que fala daquela que pega geral deve ter inveja porque a sua fila não tem tanta rotatividade.

Eu queria com esse post manifestar a minha indignação com esse tipo de comentário de "Fulana é biscate" só porque ela sai com quem ela quer. Se ela paga as próprias contas, não deve satisfação pra ninguém. Bem mais digna do meu apoio do que essas pessoas que se fazem de santas e cheia dos pudores e são desonestas consigo mesmas e com os outros. São infiéis ou qualquer coisa do gênero.

E o meu único conselho pra você, reprimido é: não troque seu orgasmo pela opinião alheia, não vale a pena.

Besos prazerosos ;)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Follow up Dieta!

Gatinhas e Gatinhos,

Inspirada na Cecília, minha amiga-de-dieta resolvi fazer um follow up do meu emagrecimento.
Emagreci 4,5 kg em outubro do ano passado e agora com 10 dias de Primeiro Ciclo emagreci mais 5,0. Entre outubro e agora "achei" 1,5 kg dos que tinha perdido, me deixando com um saldo de 8,0 kg a menos. Tá bão né?

Esse 1,5 kg encontrados serviram pra provar que Dr. Mike tem razão: se você voltar a antigos hábitos, voltará ao antigo peso. Ai usar aquela tática do "segura a onda durante a semana" e "se joga" no fim de semana, me ajudou a não encontrar os outros quilinhos.

Enfim, chega de baboseira!

Vou listar duas coisas: as que eu segui a risca porque percebi que fazia diferença e as que eu não segui por não me adaptar ou algo assim.

As que eu segui:
- Tomei chá verde/chá branco/chá vermelho: me sinto mais leve e ajuda na digestão.
- Ao menos 17 min de exercícios diários: vantagem de ser pobry e não ter carro é que faço tudo a pé.

As que eu não segui:
- Não tomei água com limão. Tentei, mas ficava com ânsia de vômito e desencanei.
- Comi salsicha e hambúrguer de frango: Na pressa e pra sair do bom e velho peito de frango grelhado. Não morri.
- Comi maionese (não da hellman's, mas daquela que vai legumes e tal e vai batata). Almoço na empresa e sou limitada ao cardápio deles. Acho que uma vez só, nos 17 dias, que rolou maionese no almoço.
- Comi carne "gorda". Pelo mesmo motivo, tinha dia que era bisteca, panqueca ou bife à milanesa. Também foram uma ou duas vezes. Escolhi o bife.
- Comi kiwi. Eu sei que não pode, mas fui no mercado e jurava por Deus que podia, ai comprei 4 e achei pecado jogar fora.
- Usei molho de salada. Light, mas usei. "Mas tem sóóóóódio". Eu sei, mas não morri.


Bom, pessoal! Acho que era isso! Espero que isso ajude vocês a se adaptarem também! Besos.

domingo, 16 de junho de 2013

Chega de migué!

Gataiada,

O post de hoje é de novo sobre a minha Dieta!
Nesse tempo todo da vida fazendo Dieta, o mais difícil pra mim sempre foi o "comer fora". Você segue as "regras" a semana inteira, ai no final de semana sai com o bofe e F*D*U! É pipoca, refrigerante, Mc Donald's, o diabo e você saliva só de olhar.

Maaaas, eu sou uma pessoa determinada e sai com o pensamento de chalenge accepted na busca por um lugar saudável (ou menos pior) pra se comer no Shopping.

Eu e o bofe fomos no Shopping Parque Dom Pedro no cinema e eu achei, escondido, entre o Burguer King e o Habbib's aquele que seria a solução dos meus problemas: WOK BRASIL.

O esquema deles é o seguinte: você se serve de salada à vontade, escolhe uma carne. O cozinheiro grelha a sua carne e seus legumes com um molho a sua escolha. Depois tem um balcão com arroz, farofa e uns temperinhos pra você se servir a vontade. O melhor de tudo é que o preço do prato depende da carne que você escolheu. Eu escolhi peixe e paguei R$ 18,90. Frango é o mais barato e camarão é o mais caro.

Ou seja, pra quem está na Dieta dos 17 Dias é sensacional, porque você escolhe as saladas que pode comer (que são a maioria), tem peixe e frango como carne e não pega o arroz e a farofa. Por um preço bem justo. Segue abaixo a foto do meu prato:

Isso é parte do prato, eu já tinha dado umas garfadas hehe


Bom, gatinhos e gatinhas, escrevi esse post só pra compartilhar com vocês essa minha descoberta! Espero que tenham gostado. Besos.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Estado, tire o bedelho do MEU útero!

Gataiada!

Vamos a mais um post da série "vâmo polemizar a bagaça!"

Semana passada foi aprovado pela Comissão de Finanças o Estatuto do Nascituro. Até onde eu tô sabendo ainda falta a aprovação da Comissão de Justiça, mas não é o que importa. Já dizia o ditado "o que vale é a intenção".

Na minha humilde opinião, esse Estatuto é um insulto a todos os direito que nós mulheres levamos décadas para conseguir.
Se você ler o Estatuto (faça isso aqui), você chora de emoção, pois garante proteção de uma vida recém gerada, direitos à saúde, educação, alimentação e tantas outras coisas que já estão previstas na Constituição pra QUALQUER CIDADÃO brasileiro. Mas o ponto não é esse, os pontos são esses aqui ó:

"Art. 25 Congelar, manipular ou utilizar nascituro como material de experimentação:
Pena – Detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa."
Já não tinham aprovado a pesquisa com células-tronco? A Medicina já não deu provas suficientes de como as pesquisas envolvendo essas células podem contribuir para o avanço na busca da cura de doenças? Vocês preferem morrer de câncer do que destinar uma célula pra isso, alegando que é uma vida gerada? Não que eu duvide que é uma vida, mas uma coisa é gestação a outra é pesquisa.
Mas eu não vou me estender muito nessa questão porque ela em si já é beeeeeem polêmica, então eu deixo pra outro post.

A verdadeira questão pela qual eu quis escrever sobre isso foi: criminalizar o aborto. Sim, se você abortar de propósito é crime. Vale ressaltar que abortos espontâneos também são investigados (como se perder um filho já não te causasse transtornos suficientes na vida).

Eu sei muito bem o que as religiões pensam disso, o que os valores morais de algumas pessoas pensam disso e o que eu penso disso e a conclusão que eu cheguei foi: eu, Bruna, se tivesse uma gravidez indesejada, não abortaria fossem as condições que fossem. Não sei se teria coragem. Entretanto, nem todas as mulheres do Brasil são Brunas e/ou pensam como eu e meus valores morais não podem interferir nos direitos de outras mulheres.

Esse raciocínio é como o Voltaire (iluminista, que pregava o Liberalismo, era contra à intolerância e etc, saiba mais sobre ele aqui) cansou de falar no auge do Iluminismo: "Eu não concordo com nada do que você diz, mas defendo com a minha vida o direito de você fazê-lo". Jamais me esqueci dessa frase desde a primeira vez que a ouvi/li. Ela tem guiado muitas opiniões na minha vida desde então.

Milhares de mulheres morrem todos os anos em decorrência de abortos clandestinos. Ai você pensa "ah, fez o filho agora aguenta!". Durante algum tempo eu pensei assim também, confesso e não me orgulho disso, mas quando a gente é adolescente e não tem noção de que o mundo é maior que a nossa realidade, a gente pensa feito idiota mesmo. Graças a Deus não demorou muito pra eu perceber que era branca, de classe média, de família estruturada, que se por acaso eu engravidasse em qualquer época da vida eu teria a minha família pra me apoiar e me ajudar no que fosse preciso pra que essa gravidez não fosse o pior dos fardos. E junto com isso eu percebi que a maioria das mulheres não tem esse privilégio. Que a realidade delas é bem diferente da minha. Que talvez essa gravidez indesejada pudesse destruir as suas vidas. Que elas, num ato de desespero, arriscam suas vidas em clínicas de abortos clandestinos porque o Governo não lhes dá o menor suporte pra fazer isso legalmente.

"Ah, Bruna, mas o Governo garante todos os Direitos dessa criança". Ótimo, garanta, SE A MÃE OPTAR PELO SEU NASCIMENTO.
O caso de estupro é o que mais me revolta: obrigar a mãe a ter o bebê é o mesmo que dizer "ah, estupros acontecem e quando acontecem o governo nos ajuda". Tá de sacanagem com a minha cara né?
"Caso o pai seja identificado ele será obrigado a pagar pensão". Eu não sei nem que palavras usar pra exprimir a minha revolta. "Pai"? Como assim, "pai"? Progenitor você quer dizer né? Pai é oooooouuutra coisa beeeem diferente! Levante a mão uma mulher estuprada que além de ter que gerar o fruto daquele terror ainda queira ter alguma espécie de vínculo com o estuprador? Isso no nosso país ideal onde criminosos são presos, claro. Pelo amor de Deus!

Foram décadas de mulheres lutando, morrendo, queimando sutiãs na busca pela igualdade (que ainda não temos em sua plenitude), ganhamos o direito ao voto, o direito de trabalhar fora de casa, direito ao divórcio, direito de ser mãe depois dos 30, direito a nossa independência financeira pra justamente perdermos o direito sobre nossos úteros? Sobre sermos ou não mães? Sobre o que faremos das NOSSAS VIDAS??? Isso pra mim é no mínimo um retrocesso. É querer colocar as mulheres novamente numa condição de "coisa que faz o que os outros esperam que ela faça".
Mais um esclarecimento: eu tenho perfeita noção do quão mais fácil é "prevenir do que remediar" uma gravidez e não penso que a legalização vai causar uma ideia generalizada de "ah, se engravidar, aborta ué...". Eu ainda não sei como funciona esse negócio de instinto maternal, mas imagino a dor que deve ser pra uma mãe, tendo conhecimento da existência daquele serzinho dentro dela, optar pelo aborto. O mínimo que ela poderia querer do Estado para o qual paga impostos é apoio e condições de fazer isso da melhor maneira possível.

Essa questão de criminalizar o aborto tem um pouco a ver com aquela história da homofobia (se você não leu meu post clique aqui). Tem gente que acha que se liberar o casamento gay então todo mundo vira gay. O aborto é a mesma coisa. A pessoa acha que se liberar o aborto o governo vai averiguar se a gravidez dela é indesejada e se o for obrigaria ela a abortar. Aaaiiii tem gente que passa mal da cabeça.

Além disso, esse Estatuto foi elaborado por dois homens (Osmânio Pereira e Elimar Máximo), ou seja, o que eles entendem de maternidade pra meter o bedelho no útero dos outros? Os meus amigos homens mais liberais que me perdoem, não estou generalizando mas um fato é: é muito fácil ser contra a liberação do aborto quando se é homem. Quando no caso de uma gravidez indesejada o máximo que tiver que fazer é pagar pensão e visitar nos finais de semana. E mesmo que você se case com a mãe da criança, quem deixará a faculdade é ela, quem terá que se desdobrar pra dar conta do emprego e de um filho é ela. E não você. Porque nessa sociedade que se diz igualitária, as mulheres podem trabalhar fora como os homens, mas os homens não podem dividir as tarefas domésticas com as mulheres.

Do mais, é o que eu disse: se você não quer abortar, gata, não aborta! Mas querer impedir que outras mulheres possam fazer isso em segurança é um pouco de egoísmo da sua parte, você não acha???

É isso, pessoal, divaguei e falei mais do que eu queria pra variar. Espero que tenham gostado de mais esse assunto polêmico. Aguardo comentários, besos!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Queria ser gordinha um dia na vida...

Porque todo dia tá foda!

Gente, faltam incríveis 2 meses pro casamento da minha prima amada, Glaucy, com o chato do Danilo (fazer o quê, né? =P) eu ela concedeu a imensa honra a mim e ao meu irmão Rafael, Sabugo, de sermos padrinhos desse enforcamento.
Então agora meu benhê, é questão de honra! Eu vou emagrecer pra sair lyyynda e magra nas fotos! Quero nem saber!

Então resolvi voltar pra minha Dieta dos 17 Dias do Dr. Mike. Fiz um monte de dieta na vida já e a única que me deu bons resultados foi essa. Fiz o Primeiro Ciclo em outubro do ano passado e emagreci 6.0 kg.

Mas Bruuuuuna, o que eu tenho a ver com a sua Dieta? Você nada, meu benhê, mas fazer um "diário de dieta" no blog vai me ajudar a não sair da linha.
Conheci a Dieta dos 17 Dias com a Mari Leme, minha friend de milênios. Na Dieta, conheci a Cecilia, que tem um blog sobre o seu emagrecimento http://adietados17dias.wordpress.com/. LEIA, você vai se matar de dar risada dela ou se identificar e rir da própria desgraça.

Ai você me pergunta: "mas você não caaaaabe no vestiiiido??" Caibo sim, que o caso também não é tão grave!! AHAHAHAHAHAH Mas é que minha formatura é em março e queria pelo menos perder o que ganhei na faculdade. UFSCar me deu amigos, conhecimento, namorados, noites sem dormir, as melhores festas da vida e 10 kg que insistem em se apegar à minha cinturinha!

Bom, esse tal de Dr. Mike escreveu esse livro aqui ó


 e a Dieta é dividida em 4 ciclos:
-Acelerar: o objetivo é promover o emagrecimento rápido melhorando a saúde digestiva. Ajuda a eliminar o açúcar do sangue para estimular a queima de calorias e evitar o armazenamento de gordura.
-Ativar: o objetivo é reprogramar o metabolismo por meio de uma estratégia que envolve aumentar e em seguida reduzir o consumo calórico para estimular a queima de gordura e ajudar a evitar a estagnação no processo de emagrecimento.
-Conquistar: o objetivo é desenvolver bons hábitos alimentares pode meio de reitrodução de determinados alimentos e aproximá-lo do seu peso ideal.
-Manter: o objetivo é mantê-lo no peso desejado durante um programa de nutrição que o deixa consumir seus alimentos favoritos no fim de semana, sem abrir mão de uma alimentação saudável nos outros dias.

Cada ciclo tem seu esquema de exercícios, porque dieta nenhuma faz milagre né gata. No livro tá tudo explicadinho, você compra em qualquer livraria.

Comecei a dieta hoje (sim, numa quarta-feira!) e vou colocar meu progresso aqui pra incentivar outras pessoas e a mim mesma. Esclarecendo que a Dieta é um pouco restritiva no começo e eu busquei minhas adaptações.

Ai você pensa "noooooossa, mas são só 17 dias". Benhê, aparece de festa junina a aniversário de criança passando por "bolinho no café da empresa" nesses 17 dias, acredite e seja forte. Não tenha receio de ser chamada de chata toda vez que recusar comida na casa da pessoas. Foda-se as pessoas, elas não estão tentando caber na calça 42. Você está. Não ponha tudo a perder no primeiro chocolate que aparecer sorrindo pra você, mas também não desista de tudo se o fizer.

E outra: mas nem que o Papa decrete eu vou colocar meu peso aqui! Ainda não tô com essa coragem toda. Contentem-se com a variação da balança!

Meninas do grupo, antes de tudo obrigada pelo incentivo e troca de experiências, vocês são incríveis. Se quiserem que eu coloque o cardápio é só falar.

Espero que esse post incentive mais pessoas a buscar uma vida mais saudável e emagrecer se assim lhes fizer feliz. Besos.

terça-feira, 28 de maio de 2013

#BTB Mobile

Gataiada!

Antes de tudo, me perdoem pela sumida, mas essa reta final rumo ao diploma num tá fácil pra ninguém.

Vamos às good news!
Descobri que tem aplicativo do Blogger para Android!

Podem ter certeza que demorar 4h pra ir de San Charles a Sorocaba toda semana renderão bons posts!

Pode ser que eu não poste no mesmo dia, mas "trabalharei" muito nessas horas antes desperdiçadas. Vou conseguir ao menos esboçar uma ideia que apareça do nada sem correr o risco de esquecer depois!

Fica dica pros blogueiros de plantão: tenha seu blog em mãos, sempre!

Espero que tenham gostado da minha ryqueza de mobilidade. Besos.

Vâmo polemizar essa bagaça!

Antes de mais nada, não se acostumem aos post diários, faço Engenharia, gatchenhos e gatchenhas, tá fácil pra ninguém.

Vamos lá polemizar...ou não.

Atendendo a mais um pedido, a Flávia encheu o meu saco até eu resolver resolvi escrever um post sobre um assunto polêmico: HOMOFOBIA.
Na minha cabeça engenheira - que funciona na base do raciocínio lógico - esse assunto de homofobia, homossexualidade, direitos homossexuais e adjacências não era pra ser um assunto polêmico. Pra mim, polêmica é uma coisa que tem vários lados a serem analisados e todos eles de alguma forma fazem algum sentido e que portanto podem gerar divergências inteligentes de opinião. Um exemplo? O sistema de cotas pra mim é polêmico, tem gente que defende, gente que é contra, mas todos de alguma forma tem argumentos RACIONAIS E INTELIGENTES defendendo seu ponto de vista. Mas isso é assunto pra outro post.

Pra dar a minha opinião sobre esse negócio de homossexualidade, homofobia e adjacências vou usar um ditado popular "Deus deu pra cada um uma vida que é pra cada um cuidar da sua". Os que me conhecem sabem que eu não sou tão polida ao dar exemplos, que eu mandaria um "arrume um gato, cuide das sua vida, das 7 do gato e deixa o cara namorar homem em paz!". Não é culpa da Mami, ela deu educação, eu que não fui a todas as aulas.
E é bem isso, minha senhora que fica na janela futucando a vida alheia, evangélico pouco esclarecido que fica usando a Bíblia fora de contexto, usando as partes que te interessam pra botar a culpa em Deus de você ser um idiota: cuide da sua vida!
Se o cara namora homem, namora mulher, namora os dois e vice-versa ninguém tem nada a ver com isso! Eu não sou bióloga, geneticista, médica, estudiosa das coisas que acontecem nas nossas mutações gênicas pra dizer com propriedade o que faz de alguém gay e sinceramente, isso não me interessa. Se a pessoa "nasceu assim" ou escolheu se relacionar com pessoas do mesmo sexo não muda a minha opinião de que eu tenho coisas demais pra me preocupar do que se a Maria namora a Juliana ou se o Tadeu namora o Joaquim ou qualquer combinação envolvendo os 4. Ser gay não é doença. Doença é você achar que porque o Tadeu namora o Joaquim você e seus amiguinhos tem que encher ele de porrada pra mostrar pra ele o que é "homem de verdade". Vá pro raio que te parta, playboy! Vai ler, seu imbecil! Vai estudar! Vai ver uma gostosa na capa da Playboy e não encha meu saco!

E não tem como falar de homofobia sem falar do imbecil do Silas Malafaia. Se você que está lendo esse post me odiar nesse momento e ofender a honra da minha mãe em pensamento pra defender esse cara, na boa, você é um idiota. Ele deu declarações infundadas, com argumentos frouxos e desembasados pra tentar culpar a Deus do fato de ele ser o bocó que ele é. Esse cara não tem o direito de sair falando as merdas que fala e ainda virar pra mim e falar que tá na Bíblia.
Essa Bíblia que ele diz que segue é a mesma que diz que mulheres não podem frequentar a faculdade e se você ainda quiser dar ouvidos pra esse cara saiba que não tem o meu respeito.
Sou de uma família católica, meus avós e todos os meus tios e minha mãe vão à missa toda semana e eu e meus primos também aparecemos com frequência. Eu tenho um primo gay. E o amo como a um irmão (espero que ele leia esse post). A família, que é bem tradicional por sinal, o ama e o respeita e sua orientação sexual pra nós não faz a menor diferença. Ele vai à missa tanto quanto eu. Deus não me ama mais do que ama a ele porque ele é gay e eu sou hetero. Deus não acha a mãe dele uma relapsa porque ela tem um filho gay e minha mãe não. Deus te ama pelo seu caráter, pela sua compaixão, pelo bem que você faz pro mundo em que você vive e não pela pessoa com quem você transa.

Agora chega de falar de Deus né? Ele tem mais o que fazer do que ler meu blog.

Sobre os direitos dos homossexuais, algumas perguntas básicas: eles votam como os heteros? Eles tem deveres sociais (pagar contas, impostos) como os heteros? Eles comem, dormem, respiram e fazem cocô como os heteros? Se você respondeu que sim para todas as questões, POR QUE RAIOS VOCÊ AINDA ACHA QUE ELES NÃO TEM OS MESMOS DIREITOS!?
"Ah, mas um casamento gay destrói a família..." Benhê o que destrói família é briga, agressão, falta de respeito, adultério, discórdia e mesmo assim a família destruída é aquela que sofre com essas coisas. Eu não vejo como o casamento do Tadeu e do Joaquim vai destruir a sua família de papai, mamãe e filhinhos no café da manhã da propaganda de margarina. Sua família será destruída se você assim o fizer.
"Ah, mas se 'essa moda' pega daqui a pouco todo mundo vira gay". Aaaaai como eu fico NER VO SA com gente burra! Se determinismo de meio funcionasse a ferro e fogo seu filho seria hetero como você e não gay, criatura! E mesmo que homossexualidade seja genético, casais homossexuais não se reproduzem entãããão não passariam o gene pra frente fazendo todo mundo a longo prazo ser gay e portanto sua teoria acaba por aqui (e eu viajei na genética pagando de entendida, ignorem).
"Ah, mas eles não podem adotar crianças, ela também será gay" Você leu o último parágrafo, né? Ótimo.
"Ah, eles não tem condições de criar uma criança direito" Só pra esclarecer, uma criança adotada por um casal gay é uma criança abandonada por um casal hetero. Bandidos, estupradores, ladrões, políticos corruptos, homofóbicos e outras podridões da sociedade são em sua maioria criados por casais heteros (que são filhos deles em sua totalidade eu não preciso explicar de novo né?); se você acha que essas podridões são "criações direitas" por favor, não tenha filhos.

Ai, gente, acho que era isso que tinha pra falar. Flávia, espero que tenha atendido às suas expectativas e que você não deixe de frequentar o blog caso o contrário.
Meus amigos homossexuais, espero que se vocês tenham algo a acrescentar a esse post, por favor comentem aqui no blog.
Meus amigos homofóbicos, não me odeiem, eu não odeio vocês.


Vou deixar aqui embaixo dois links, um é do Felipe Neto, que sempre faz uma argumentação sensacional sobre esses assuntos. Ele exagera um pouco, mas ele tem licença poética, digamos assim, faz parte da personagem que ele criou no vlog:


E o outro é do Pirulla, ele é biólogo e dá umas viajadas na genética. É bem inteligente e argumenta com fatos. O vídeo é longo, então tenha paciência:


É isso, pessoal, desculpem o post enooooooome! Espero que tenham gostado e aguardo os comentários! Besos.




domingo, 26 de maio de 2013

Momento Palmirinha...

Atendendo a inúmeros pedidos minha bródi, Carol, um post sobre comida! Posso ver os olhinhos dela brilhando. E a receita de hoje é nada mais nada menos que PANQUECA!!! (tchaarãããããnnnnn)
Dando os crédito a quem merece, a receita é do bofe, João Renato Boomer (John!), que brilha na cozinha.

Vamos à receita:
- 1 copo de farinha;
Mas copo de que tamanho? Dá de pobry e mede no de requeijão que é sucesso.
- 1 ovo;
Nem clara, nem gema. O ovo todo.
- 1 colher de óleo ou manteiga;
Precisa falar que é de sopa? Precisa. Tá. É a de sopa.
- 1 copo de leite;
Deixa de frescura e põe no mesmo que você mediu a farinha.
- 1 pitada de sal.
Ai vai do tamanho da mão. Não me pergunte. Segredos do chef.

Essa receita rende umas 8-10 panquecas.
Bata tudo no liquidificador até ficar com cara de homogêneo. Nem muito mole nem muito dura.
Use a medida de meia concha como padrão, mas considere também o tamanho da sua frigideira. Coloque a medida na frigideira - sem muito óleo senão vira uma meleca - e espere dourar. Vire (não precisa jogar pra cima porque vai que você é descoordenado e não sabe, né?) e doure o outro lado. Sem pânico, sem complicações.

Só uma dica, o esquema é simples, mas como você faz uma por uma e o processo de dourar não é exatamente rápido, demora um pouquinho pra fazer. Ainda mais se você quiser fazer um monte e num fogão cabem no máximo duas pessoas operando. Então comece com antecedência.

Panqueca que se preze tem que ter recheio. Fique à vontade para inventar, desde a clássica carne moída (com milho, azeitona e um pouquinho de molho de tomate pra ficar mais legal) até presunto e queijo, peito de frango desfiado com catupiry, etc. Coloque meia colher de sopa de recheio e enrole. Tá, se você for um guloso pode colocar mais. Se estiver com paciência coloque as panquecas em uma assadeira, cubra com molho bolonhesa e queijo parmesão. Leve ao forno pré-aquecido até gratinar o queijo e pronto!
Panqueca é bom porque serve de prato principal e sobremesa. Troque os recheios salgados por doces e voilà (resquícios do meu francês), tá pronta a sobremesa. Uma coisa que fica muito bom e rechear com nutella, bom-bom sonho de valsa picado e morango! Leite condensado também é uma boa.

PS: Para mim, panqueca sempre foi e sempre será um doce. O recheio salgado é alternativo. Mas eu não quero gerar polêmica. Mentira.

Segue as fotinhos:
A medida é uma concha pequena, se a sua for grande, use meia.

A minha frigideira da rep é normalzinha, então a concha pequena é suficiente.

Esse é o ponto de "dourado". Se você gostar, deixe mais branquinha ou mais queimadinha.

A receita rendeu umas 12 panquecas.

Recheio salgado: carne moída com um pouquinho de molho de tomate e milho.

Recheio doce: Nutella creme de avelã do Carrefour. Não perde em nada pra Nutella "de verdade".








Espero que tenham gostado!
Besos!


sábado, 25 de maio de 2013

E se eu não fosse engenheira seria.....maquiadora, oras!

Antes de mais nada, a pessoa aqui é pobry não favorecida financeiramente, então vocês não vão ouvir falar de MAC, Dior, Chanel e outras marcas do gênero enquanto a gata aqui não se formar, tá? HAHAHAHA Brincadeiras a parte, eu sou a prova viva de que dá pra fazer maquiagem legal com produtinhos baratos acessíveis, sem sua cara cair. Eu uso muita coisa da AVON (eu sei que tem gente que não gosta e eu respeito), porque acho que o custoxbenefício vale a pena e porque tenho muitas amigas que revendem e eu sempre acabo comprando alguma coisa. Ah, também não tenho 500 bases, 500 corretivos, 500 blushes, 500 sombras do mesmo tom, acho desperdício, nem se eu tivesse dinheiro pra comprar eu o faria. Uso tudo até o final (a menos que eu compre e não goste, of course) e se eu gostar muito (como vocês verão com alguns produtos) eu compro de novo!
Sou muito fã de um batom vermelho a qualquer hora do dia: pergunte ao meu namorado, ele é testemunha. Também gosto de olho escuro - smokey - e não vejo problema nenhum em combinar as duas coisas.
Quem me conhece sabe que saio de casa pelada, mas não saio sem rímel. Se eu tiver que escolher apenas um item de maquiagem, certamente será um rímel. E como tenho cílio grande qualquer rímel já fica parecendo uma drag e eu a-do-ro.
Um esclarecimento: essa coisa de "saio pelada, mas não saio sem rímel" mudou um pouco depois que eu comecei a trabalhar. Isso porque eu trabalho maquiada (pra não assustar as pessoas com a minha cara horrenda amassada de sono pela manhã), então dou uma descansada na cara sempre que posso pra sair baphônica pra baladchenha. A realidade é, aprimorei a arte da make discretinha pra trabalhar, porque eu gosto mesmo e de fazer carão! HAHAHAHAHAHAHA
E nessa pegada de dar uma melhorada na cara de morta, aprendi a valorizar uma base, que te dá aquela cara de "acordei assim, lynda, phyna, cara-da-ryqueza".
Sempre que eu comprar alguma coisa nova e testar eu posto aqui, belê? Vou compartilhar alguns vídeos de umas vlogueiras bem mais entendidas que eu nessa parafernalha de beleza e maquiagem.
Desculpem a grandeza desse post, mas temo que os primeiros posts sobre cada assunto assim o sejam só pra dar aquela esclarecida básica.

E o primeiro post será sobre o item base da maquiagem: A BASE! (eu e minhas piadas ruins...). Pra fazer um post que se preze vou prestar mais atenção em pequenos detalhes como textura e duração das minhas bases pra formar uma opinião convincente pra vocês, ok? Aguardem!

Oi!

E ai você pergunta: Beeeeeeeeeee, por que cê fez um blog, gata? E eu que sei? Tava afim faz um tempo, de ter um lugar pra escrever sobre qualquer coisa. E é o que eu pretendo: escrever sobre qualquer coisa. Alguma sugestão pro meu primeiro post? HAHAHAHAHAHA
A bagaça vai variar de maquiagem, passando por cotidiano, moda e quem sabe até de comida eu fale. Espero que vocês gostem. Besos.