A segunda metade do ano já começou cantando pneu e nóis tá como? Ainda em quarentena.
Por definição quarentena é um período de quarenta dias. O que a gente não contava era com a nossa incompetência pra tratar uma pandemia mundial. E lá se vão quase 5 meses.
No começo, eu saí da região metropolitana (pra quem não sabe, eu atualmente moro no ABC, depois de 4 anos vivendo em São Paulo) e vim para o interior, pois a situação aqui estava mais tranquila do que nos grandes centros. Agora, como sabemos, o mapa da COVID se inverteu, a capital está retomando seu ritmo e o interior está batendo cabeça contra o vírus.
Dito isso, esse tempo me levou a algumas reflexões:
1) Eu amo a minha casa. Muito. Não importa que ela é alugada, lá é o meu lar. É onde estão todas as minhas coisas (materiais ou não), e lá é o lugar onde pertenço. Estou na casa dos meus pais, com eles e meus irmãos, mas nada preenche o vazio da saudade que eu sinto da minha casa. Pelo simples fato que ela é MINHA. A casa dos meus pais é deles, e nada mais.
2) A saudades dos meus amigos é de dilacerar o peito. Há quase 5 meses eu não vejo nenhum deles e mesmo estando em contato pela internet, NADA paga o abraço necessário que só eles sabem dar. Farei 30 anos em breve e o que mais me dói é não poder estar com eles em carne e osso pra comemorar.
3) Eu sou a minha melhor companhia. Eu moro sozinha há tempo suficiente pra não precisar de uma quarentena pra descobrir isso. Mas há muito não ficava tanto tempo numa casa tão povoada. Se antes do isolamento me achava solitária, depois dessa experiência, tenho valorizado os momentos de solidão. Quem tem família grande sabe do que eu tô falando.
4) NADA que custe a sua sanidade mental vale a pena. Se você não for a prioridade da sua própria vida, lamento, mas não será a de ninguém. A gente não pode ser irresponsável com os sentimentos alheios, mas não podemos nos abster das nossas próprias necessidades em prol do bem-estar de alguém. Se te custar a paz, ligue o foda-se.
5) A melhor decisão de ontem pode não ser a melhor de amanhã. É, nada é pra sempre. Em março eu tomei a decisão de vir pro interior porque estaria mais segura perto da família. Depois de 5 meses, minha saúde mental está cobrando o preço de ficar longe do meu lugar de pertencimento e repensar essa decisão pode ser a diferença entre a tempestade e a calmaria.
6) Respeite seu corpo. Ele é a régua da qualidade de como você tem levado a vida. Alimente-se bem, faça exercícios (se puder), cuide da pele, use roupas confortáveis (e conforto cada um sabe o que significa pra si), encontre um lugar de paz para o home office. Seu corpo é o único bem que você leva pro túmulo. Cuide bem dele. E continue amando-o caso ele mude no isolamento. Amar faz parte do cuidar.
E você? O que aprendeu com esses meses de isolamento?
Fiquem bem, a salvo e EM CASA. Se precisar sair, máscara e alquingel.
Bêzu.
E você? O que aprendeu com esses meses de isolamento?
Fiquem bem, a salvo e EM CASA. Se precisar sair, máscara e alquingel.
Bêzu.
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